Eu Aprendi – Felipe Heiderich

1 – Eu Aprendi que se não começo com Deus o meu dia, não posso reclamar se alguma coisa dá errado;

2 – Eu Aprendi que tenho que cuidar do meu corpo só assim como cuido do meu espírito;

3 – Eu Aprendi que o coração pode nos enganar;

4 – E que “eu te amo” pode muitas vezes não significar nada em minutos;

5 – Eu Aprendi que o fato de eu estar zangado com Deus não significa que Ele esteja zangado comigo

6 – Eu Aprendi que sou amado por Deus, mesmo que eu não saiba ou não entenda;

7 – Eu Aprendi que um abraço pode te curar muito mais que muitos remédios;

8 – Eu Aprendi que não importa o quão irritado eu fique pela falta de tempo, ele continuará passando independente da minha inquietação;

9 – Eu Aprendi que estudar faz diferença sim;

10 – Eu Aprendi que sabedoria Deus dá, mas conhecimento eu tenho que buscar;

11 – Eu Aprendi que para existir um arco-íris no céu é necessário que a chuva atrapalhe o meu dia de sol

12 – Eu Aprendi que os dias de inverno são necessários para que eu valorize o verão;

13 – Eu Aprendi que não adianta disfarçar as rugas do rosto se elas continuam no coração;

14 – Eu Aprendi que a luz precisa brilhar muito mais quando tudo ao redor é escuridão;

15 – Eu Aprendi que algumas pessoas são geradas com o ventre, outras com o coração;

16 – Eu Aprendi que justificar os meus erros não é a melhor forma de aprender com eles;

17 – Eu Aprendi que a hora de recomeçar é sempre AGORA

18 – Eu Aprendi que pessoas vão embora e que algumas não gostam de perdoar e nem por isso eu preciso ir ou guardar rancor;

19 – Eu Aprendi que Deus cura, mesmo que Ele não me cure e que seu amor por mim não é menor por causa disso;

20 – Eu Aprendi que com a “carne” não se negocia, a carne se crucifica;

21 – Eu Aprendi que algumas pessoas se deixam corromper por dinheiro, fama ou glória, mas outras não e, por isso não posso julgá-las, pois não sei diferenciar seus corações;

22 – Eu Aprendi que quem trai não trai a outro e sim a si mesmo. Fidelidade é questão de caráter;

23 – Eu Aprendi que não posso me acostumar com o deserto, pois ele é lugar de passagem e não de habitação;

24 – Eu Aprendi que Deus pode não me livrar da fornalha de fogo, mas que Ele não me deixa sozinho lá.

25 – Eu Aprendi A maior barreira que enfrentamos e a de não acreditar que podemos

26 – Eu Aprendi que quem pra se valorizar precisa desvalorizar alguém, na verdade não entendeu o que realmente é precioso!

27 – Eu Aprendi que sonhar é o que nos define, mas o que nos caracteriza é o conjunto de atitudes decididas diante dos sonhos.

28 – Eu Aprendi que coragem não é a ausência do medo, mas sim a atitude de superação mediante o mesmo.

29 – Eu Aprendi que sou feliz por ter defeitos. Me aproxima da minha humanidade e me faz ser cada vez mais dependente de Cristo.

30 – Eu Aprendi que lágrimas são palavras ditas com a alma.

31 – Eu Aprendi quem não serve para servir, simplesmente não serve.

Fonte: Eu Escolhi Esperar

Assumo meu erro!

E quem nunca cometeu um erro? Só essa semana acho que cometi uns dois. Dois graves. Porque erros pequenos a gente comete todos os dias. Quem assume que comete erros? Assumir que comete erros é quebrar o estereótipo de “perfeição” que a gente acaba criando pra nós e para os outros. Eu errei, erro e errarei. Você também, e você sabe disso.

O pior do erro é o sentimento de culpa que vem acompanhado, se você for uma pessoa normal. Aquela distração, mãos frias, cabeça pensando longe e a velha comparação de que ‘”eu sou pior do que todo mundo”.

Pensar desse jeito é o meu lema. A baixa autoestima é minha companhia e não há muito o que fazer. Mas, aos poucos, você vai aprendendo que todo mundo já cometeu erros piores que você. A diferença está em encará-los de frente e assumi-los. Pouco importa se fulano ou ciclano ficarão decepcionados. O pior é fingir que você não fez nada. Isso, amigo, é hipocrisia.

Desde ontem acordei tentando mostrar pra mim mesma que não sou tão horrível assim porque cometi um erro. Pelo menos, o assumo. Não o coloquei no mundo e sou uma mãe desnaturada. Cometi um erro ao qual estou disposta a assumir as consequências, sejam quais forem. Estou arrependida por tê-lo feito, mas quem manda nos impulsos? Ninguém. Nem adianta.

Coloquei a cabeça no travesseiro pedindo perdão e pensamentos invadiram a minha cabeça. Pensei que nenhuma outra pessoa de caráter erraria do jeito que fiz, mas depois percebi que meu erro se equipara a qualquer outro simplesmente porque veio da mesma fonte. Só envolvia assuntos mais sérios.

Quem nunca falou demais? Quem nunca deixou a língua falar antes da cabeça pensar? Só com quem nunca aconteceu isso pode dizer qualquer coisa sobre mim.

Inspiração: Meu professor de Química.

(Não sei qual é a faixa etária das pessoas que lêem isso aqui, se fazem ensino médio ou não, mas se não entender do que o texto se trata, vai no Google e pesquisa sobre efeito fotoelétrico.)

Quantas e tantas vezes sabemos que o nosso amanhã nos trará um grande desafio e isso ocupa nossa cabeça? Muitos dizem que o amanhã é um mistério, mas rotina e agenda são coisas previsíveis e, às vezes, inadiáveis.

Comigo, por exemplo, sei que amanhã estarei fazendo um simulado da prova da UFRN e este fato me tirou os nervos. A preocupação em relação ao meu desempenho fez com que minha voz ficasse extremamente irritante. Sou muito auto-crítica e me cobro mais do que deveria. Isso faz com que frustração seja uma redundância quando se fala de mim.

Aula de Química, o que se espera? Modelos atômicos. Mas o professor consegue dar uma lição de vida para mim usando efeito fotoelétrico. Ele é um daqueles professores que servem de psicólogos quando você está passando pela TPV (tensão pré-vestibular) e eu realmente estava precisando ouvir uma palavra de conforto nem que fosse no improviso na hora da aula. Então falei, disse que estava nervosa e com sua sabedoria acumulada, ele olhou e disse:

“Vai dar tudo certo, não fique nervosa. Você está se preparando pra isso. Não pense que não vai dar certo. É como no efeito fotoelétrico: os elétrons “pulam” de uma camada pra outra se a energia certa for aplicada. Se não for a energia correta, o elétron nem se move. A energia correta é a energia positiva. Pense positivo, isso vai te atrair coisas positivas. A partir de hoje, não pense mais em coisas negativas. Energia negativa te atrai coisas negativas e isso não é bom. Você é capaz, você está se preparando…”

Não lembro mais o que ele falou, mas a essência foi essa. Não foram exatamente essas palavras mas foi a intenção. Não manipulei nem alterei o real sentido da coisa.

“Assim como os elétrons precisam da energia certa para se movimentarem, é necessário a energia correta para que as coisas deem certo. Se não, ficaremos estacionados no mesmo lugar tendo a frustração como nossa órbita.”

De muros à sorrisos.

A vida seria mais simples se nós conseguíssemos nos enxergar do lado de fora. (Imaginem só que surpresa seria…) “Nossa, aquela sou eu? Como eu pareço ser antipática!” “Por isso que ninguém fala comigo, olha o jeito como eu olho pra eles!” E até comentários vaidosos surgiriam. (Não dá pra evitar, né?)

O problema, então, sumiria. O problema da falta de comunicação, este empecilho que evita que certas amizades (ou até certos relacionamentos!) nunca comecem. Você acha que está transparecendo uma ponte, mas na verdade, há muros em volta.

Prazer, tenho muros. Na verdade, muralhas da China ao meu redor. Sou uma das pessoas mais sisudas e mais repelentes que eu conheço. Embora nem sempre queira parecer assim. Tudo coopera. Do físico até o jeito de olhar. Tudo se soma e faz com que eu assuma uma antipatia superficial e até mesmo, inconsciente.

Existem dias em que tudo o que queremos é conversar com alguém que acabamos de conhecer (admitam!), e você dá todos os sinais possíveis de aproximação. Só não usa uma plaquinha “converse comigo” para não ficar tão óbvio… Mas a pessoa parece não te ver! (triste, mas verdade.) E agora?

Existem pessoas que se fingem de cegas e existem as outras que só não entendem sinais. Ou pessoas que são repelidas pelos muros invisíveis que nós mesmos criamos… Temos que levar em conta tudo isso.

Para aqueles que se fingem de cegos, ignore-os. Se fingem que não te enxergam, tampouco se importam com você. Mas, para os que não entendem sinais e os que vêem os muros (mesmo você construindo pontes): tome a iniciativa! Isso mesmo, se ele pode vir, porque você não pode ir? Nós precisamos uns dos outros. Abaixo ao individualismo!

Sorria, cumprimente, se aproxime, envolva-a na sua conversa… Dê o primeiro passo, dê o primeiro abraço. Um “bom dia”, um “tchau e bom feriado” às vezes são o começo de tudo.

Derrube os seus próprios muros. Você os construiu. 

Melancolia, aleatoriedade e um desabafo.

Melancolia pode destruir você com uma explosão de sentimentos, apenas. De repente, todos são estranhos e frios.

Eu me pergunto como alguém pode ser tão cego. Chegando ao ponto de não entender sinais óbvios de contato social…

[O problema pode ser eu;

O problema pode ser meu.

Uma conspiração parece se formar contra você. Todo mundo te ignora e é mútuo sentimento. (Que geração dramática e melancólica!)

[As poesias mais byronianas;

os pensamentos mais escuros.

Ou apenas uma conversa séria. Assustadoramente séria.

Sem pé nem cabeça e uma dose de nostalgia

Mexer em ferida fechada nunca é bom (se é que existe ferida fechada). Abrir antigas cicatrizes do coração com sua razão é algo contra indicado se você não quer chorar. Mas se quiser fazê-lo, volte no tempo.

Volte para aqueles tempos em que você queria se tornar uma pessoa diferente. Lembre das burradas que fez, lembre dos erros que, até hoje, não carregam o perdão. Ou se não, lembre-se apenas da nostalgia do futuro.

Aquela nostalgia que te invadia em qualquer manhã, de um dia qualquer, e te fazia lembrar de todas as coisas. Fazia-te ouvir músicas que já foram moda, lembrar nomes de pessoas e da cor da parede do muro da casa do seu ex. Ou se não, deleite-se nas lembranças de um futuro que está por vir.

Lembre-se dos sonhos que você quer realizar, de como você gostaria de estar mais esbelte ou pelo menos, mais atraente. Lembre-se das coisas efêmeras que nunca tiraram o seu sono. Lembre-se do seu futuro como se ele fosse uma lembrança. Se não, as coisas vão ficar muito aterrorizantes.

Fotografia, balé e outros sonhos.

Quem me conhece sabe que eu amo balé. Quem conversa comigo, sabe que eu sou apaixonada por fotografia. Isso são coisas óbvias que se transparecem pra quem quer que seja. Eu sou uma pessoa livre, e amo essa minha liberdade. Não fiu eu quem conquistei, foi me dada. Foi um dos melhores presentes que já recebi e faço questão de não desperdiçá-lo.

A vida, se a gente não controla, sufoca nossos sonhos e apaga o brilho do nosso olhar. Os obstáculos são grandes demais, algumas vezes, e por isso nos deixamos vencer. Se olharmos para trás, veremos quantas coisas, quantos sonhos foram esquecido debaixo do tapete por simples medo de tentar. Ou comodismo.

Existem sonhos, aqueles de criança, que são realmente irrealizáveis e depois de um tempo, a gente meio que entende. Só que existem sonhos totalmente realizáveis que são esquecidos por causa de uma pedra que havia no meio do caminho. Esse é o meu grande problema. As pedras são pequenas, são tijolinhos e eu acabo por não removê-los.

Palavras de revigoração saem das bocas mais inesperadas e te atingem de cheio. Foi isso que aconteceu comigo algum tempo atrás. Meu professor de Química interrompeu a aula e falou de como mudou a vida dele. No todo, seu discurso se resumiu em “Quando você ficar velho, do que você vai lembrar?”. A partir disso, me vi diante de todos os meus sonhos que enterrei por mero comodismo ou porque alguém falou que eu não conseguiria.

O balé foi um desses. Tenho um monte de problemas ósseos e uma idade totalmente fora do padrão pra se começar um balé e poder virar uma bailarina. Mas se isso não tirou meu amor pela dança, porque destruiria meu sonho? Hoje não tenho tempo para as aulas (nem dinheiro), mas quem quer arruma um jeito. Por isso, resolvi que, depois de prestar vestibular, vou atrás de uma academia de dança.

A fotografia foi uma paixonite que chegou agora e acho que veio pra ficar. Tomara que fique. Não tenho câmera profissional, não tenho experiência, mas sei que posso juntar dinheiro, comprar uma e brincar de fotografia. Qual é o problema disso? Eu tenho que ter lembranças de minha juventude.

Juventude esta que já está em mais de sua metade. Mas acabei por descobrir que idade não é problema. O problema é a falta de paciência. Falta de organização. Não adianta eu querer tudo para ontem e não me organizar, ou não estabelecer metas. Não sei quando vou comprar minha câmera ou quando vou me matricular nas aulas de balé. Mas quem tem vontade, tem a metade. Quem sabe, alguém pode ver meu esforço e me ajudar? As coisas não caem do céu sozinhas. Você tem que querê-las.

Eu vou perseguir os meus sonhos. Mesmo que alguém me chame de doida. Não acho que seja doida por que quero me lembrar de alguma coisa da minha vida. Doido é quem fica sentado no sofá, o dia inteiro, vendo TV. Se você quer alguma coisa, se levante e vá.

Saia da zona de conforto e faça alguma coisa. O mundo é dos ousados e Deus odeia preguiçosos.