Fotografia, balé e outros sonhos.

Quem me conhece sabe que eu amo balé. Quem conversa comigo, sabe que eu sou apaixonada por fotografia. Isso são coisas óbvias que se transparecem pra quem quer que seja. Eu sou uma pessoa livre, e amo essa minha liberdade. Não fiu eu quem conquistei, foi me dada. Foi um dos melhores presentes que já recebi e faço questão de não desperdiçá-lo.

A vida, se a gente não controla, sufoca nossos sonhos e apaga o brilho do nosso olhar. Os obstáculos são grandes demais, algumas vezes, e por isso nos deixamos vencer. Se olharmos para trás, veremos quantas coisas, quantos sonhos foram esquecido debaixo do tapete por simples medo de tentar. Ou comodismo.

Existem sonhos, aqueles de criança, que são realmente irrealizáveis e depois de um tempo, a gente meio que entende. Só que existem sonhos totalmente realizáveis que são esquecidos por causa de uma pedra que havia no meio do caminho. Esse é o meu grande problema. As pedras são pequenas, são tijolinhos e eu acabo por não removê-los.

Palavras de revigoração saem das bocas mais inesperadas e te atingem de cheio. Foi isso que aconteceu comigo algum tempo atrás. Meu professor de Química interrompeu a aula e falou de como mudou a vida dele. No todo, seu discurso se resumiu em “Quando você ficar velho, do que você vai lembrar?”. A partir disso, me vi diante de todos os meus sonhos que enterrei por mero comodismo ou porque alguém falou que eu não conseguiria.

O balé foi um desses. Tenho um monte de problemas ósseos e uma idade totalmente fora do padrão pra se começar um balé e poder virar uma bailarina. Mas se isso não tirou meu amor pela dança, porque destruiria meu sonho? Hoje não tenho tempo para as aulas (nem dinheiro), mas quem quer arruma um jeito. Por isso, resolvi que, depois de prestar vestibular, vou atrás de uma academia de dança.

A fotografia foi uma paixonite que chegou agora e acho que veio pra ficar. Tomara que fique. Não tenho câmera profissional, não tenho experiência, mas sei que posso juntar dinheiro, comprar uma e brincar de fotografia. Qual é o problema disso? Eu tenho que ter lembranças de minha juventude.

Juventude esta que já está em mais de sua metade. Mas acabei por descobrir que idade não é problema. O problema é a falta de paciência. Falta de organização. Não adianta eu querer tudo para ontem e não me organizar, ou não estabelecer metas. Não sei quando vou comprar minha câmera ou quando vou me matricular nas aulas de balé. Mas quem tem vontade, tem a metade. Quem sabe, alguém pode ver meu esforço e me ajudar? As coisas não caem do céu sozinhas. Você tem que querê-las.

Eu vou perseguir os meus sonhos. Mesmo que alguém me chame de doida. Não acho que seja doida por que quero me lembrar de alguma coisa da minha vida. Doido é quem fica sentado no sofá, o dia inteiro, vendo TV. Se você quer alguma coisa, se levante e vá.

Saia da zona de conforto e faça alguma coisa. O mundo é dos ousados e Deus odeia preguiçosos.

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