Efeitos nostálgicos sem valor.

Faz quanto tempo mesmo? Uns dois anos que tudo aconteceu. Eu era uma boba apaixonada em oculto, ninguém sabia das minha falsas esperanças e projetos feitos na constância de uma nuvem. Meus amigos me davam conselhos, me diziam pra eu sair dessa. Eu sai, mas não de um jeito recomendável. Quantas vezes olhei para os céus desejando apenas um encontro casual contigo, só pra poder te ver, só pra poder transformar meu dia. A gente nunca sabe de quem vai gostar, não é mesmo?

Assim como o mundo, a vida dá voltas. E lá estava eu, sentada, distraída e ocupada quando de repente, citam seu nome. Fiquei constrangida por que sabia quem era enquanto todos ao meu redor não faziam a mínima ideia de quem era você. Para minha surpresa maior você está ficando com uma conhecida minha. Não esperava ter reagido do jeito que reagi. E me surpreendi com meu feito.

Quando anotei o seu nome e o dela, quando ouvi o seu nome nada me veio a cabeça, apenas que você era um conhecido meu e que estava ali, junto com uma conhecida minha. Nada anormal, para os outros. Pra mim, foi atípico e bem, vitorioso. Eu jamais imaginaria que um dia eu fosse reagir tão alheiamente à alguém que já me fez chorar em frente da tela de um desktop, alguém que me fez pedir aos céus para encontrar, alguém que me fez ver o quanto eu era uma bobinha apaixonada. Eu escrevi textos pra você! Eu sonhei com você! Haha, como isso é engraçado, caramba! A vida é uma caixinha de surpresas…

Não esperava de mim essa reação porque não lido bem com antigos amores. Esperava aquele choque, aquele frio na barriga, aquele medo de te ver, mas nada disso veio. Superei tão bem e meu coração está tão ocupado ultimamente que aquelas lembranças, aquela nostalgia, não tem mais nenhum valor sentimental. Apenas memórias.

Acabei de aprender que a gente supera qualquer romance, desde que se dê tempo ao tempo. Não importa o quanto seja grande o sentimento, um dia se supera. Eis aqui um exemplo.

P.S.: Não te menosprezo, isso aqui é apenas meu brado de vitória, de libertação. De amadurecimento diante do coração.

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Sem pé nem cabeça e uma dose de nostalgia

Mexer em ferida fechada nunca é bom (se é que existe ferida fechada). Abrir antigas cicatrizes do coração com sua razão é algo contra indicado se você não quer chorar. Mas se quiser fazê-lo, volte no tempo.

Volte para aqueles tempos em que você queria se tornar uma pessoa diferente. Lembre das burradas que fez, lembre dos erros que, até hoje, não carregam o perdão. Ou se não, lembre-se apenas da nostalgia do futuro.

Aquela nostalgia que te invadia em qualquer manhã, de um dia qualquer, e te fazia lembrar de todas as coisas. Fazia-te ouvir músicas que já foram moda, lembrar nomes de pessoas e da cor da parede do muro da casa do seu ex. Ou se não, deleite-se nas lembranças de um futuro que está por vir.

Lembre-se dos sonhos que você quer realizar, de como você gostaria de estar mais esbelte ou pelo menos, mais atraente. Lembre-se das coisas efêmeras que nunca tiraram o seu sono. Lembre-se do seu futuro como se ele fosse uma lembrança. Se não, as coisas vão ficar muito aterrorizantes.

Choro saudoso.

Hoje eu chorei. Lágrimas acumuladas de uns 10 anos que eu nunca tinha chorado. Choro engolido sem motivo aparente, acho que por causa de marra ou de fingimento de força. Algo do tipo. A desculpa da normalidade não deu certo, não acalmou meu coração, não colocou de volta as lembranças na caixa.

Num chão de giz, espalhei coisas sobre. Há meros devaneios tolos a me torturar. Torturas de saudades, devaneios com saudades. As suas fotos passaram como filme na minha cabeça, e a cena típica com a sombra do sol me fez chorar. Não me lembro muito de você, porque você se foi quando eu era ainda uma criança sem uma memória muito fixa das coisas. Você se foi e me deixou crescer sozinha, sem uma ajuda masculina para me formar independente. Eu sei onde você está agora, e não queria que estivesses aí, mas eu não posso mudar suas condições. Nem posso ir praí. Desculpa.

Ao olhar minhas fotos, me sinto bem em saber que as pessoas lembram de você ao me ver. Que eu sou um tributo vivo de quem me fez. Minha mãe me diz que tenho o mesmo gênio, o mesmo andar e a mesma inteligência. A mesma inteligência não, porque tenho dificuldade com números. Lembra que o senhor me ensinava matemática? Eu sinto falta, muita falta (rs). Seu sorriso é o mais lindo de todos os rapazes que eu já vi. Era o meu sorriso. A sua comida improvisada era a mais gostosa de todas e as suas brincadeiras repetidas, as mais originais.

Não gosto de ouvir outro tipo de música, mas Zé Ramalho hoje será minha companhia. Só pra poder lembrar de você. É uma conexão muito incomum, mas é uma ligação.

Serei sempre um Marinheiro, com a teimosia de um Cabral. Coisas que herdei de você. <3

Nostalgia presente.

O tempo passa, as horas correm e os minutos voam. O relógio tique-taca sem parar. Tudo passou, já foi. Aconteceu, não dá para acontecer de novo, não com a mesma intensidade, não com a mesma felicidade. Agora que passou, eu vejo como foi bom, como eu fui feliz, como os sorrisos foram fáceis e como escrever textos era simples. É com essa nostalgia (e carência) que eu quero encontrar minhas lembranças, minhas memórias. Vasculhar cada uma delas e ver que, mesmo com defeitos, foi lindo. Já escrevi cinco linhas porque quero adiar o final, não quero terminar por aqui, mas aqui termino: o tempo passou, o presente virou passado e o que ficou? Ficaram as lembranças, os momentos felizes e a saudade de tudo. Mesmo sabendo que eu estou aí estando aqui, foi intenso demais para não ser sentido e lembrado. Por fim: eu amei e sempre amarei.

Passado presente.

Primeiramente, eu peço desculpas se o texto soar forçado demais. Falar sobre você sempre foi difícil pra mim. Antes, por motivos óbvios. Agora, por motivos esquecidos. O efeito que você tinha sobre mim (e talvez ainda tenha) eu não me lembro bem, mas sei que não foi qualquer coisa assim. Sabe quantas vezes eu tentei escrever sobre você? Acho que devo ter extinto alguma espécie de árvore por isso. Não entendo, meu cérebro trava, algo me diz que vai ficar ruim. Dane-se. Eu tenho que conseguir. Tudo começou de um mísero olhar, somente isso e depois, eu estava com você numa cidade qualquer. Me explique porque logo você. Acho que realmente, toda mulher precisa de um cafajeste na vida pra aprender. Esse texto não vai ser amor, vai ser dor. Tantas, quantas vezes eu te liguei, eu deixei pistas pra você me decifrar, mas você estava ocupado demais com sua carência, não é? Desculpe se eu estou soando injusta, logo eu, que pra você, tinha senso de justiça. Não que você tenha me feito mal, não é isso. Você me fez idiota, foi isso. Uma coisa que eu nunca tinha sido, você veio e mostrou que eu era idiota e que a minha moral não era tão alta assim. “Hey garota, você não sabe o que é a vida”, posso ouvir você falar. Eu acreditava em tudo, em músicas, em frases, em promessas de bêbado. Eu me ajoelhava. Orgulho? O que essa palavra significa? Ela não existia no meu dicionário. Você me tinha nas mãos, simples assim. E eu me enchia de esperança quando você finalmente entendia uma pista. Eu era uma palhaça. Uma menininha que não sabe de nada. Entenda que eu não tenho raiva de você, nenhum pingo. Pelo contrário, o que eu senti por você deixou cicatrizes, mas isso, em outro dia modorrento eu escrevo. Você não tem culpa nenhuma. Você não queria compromisso, você nem gosta disso. A culpa foi minha por acreditar que eu poderia ser diferente. Que eu ia mudar você. Eu, uma adolescente mudar um pré-adulto? Ah tá. E quando eu vi, eu estava de frente pro pc, chorando ao ouvir uma música internacional qualquer. Se eu tenho saudades de você? Com certeza. Se eu tenho saudades de mim? De jeito nenhum.