Melancolia, aleatoriedade e um desabafo.

Melancolia pode destruir você com uma explosão de sentimentos, apenas. De repente, todos são estranhos e frios.

Eu me pergunto como alguém pode ser tão cego. Chegando ao ponto de não entender sinais óbvios de contato social…

[O problema pode ser eu;

O problema pode ser meu.

Uma conspiração parece se formar contra você. Todo mundo te ignora e é mútuo sentimento. (Que geração dramática e melancólica!)

[As poesias mais byronianas;

os pensamentos mais escuros.

Ou apenas uma conversa séria. Assustadoramente séria.

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Não, não sonhe.

O dia de hoje não merece um “viva!”. A dor de cabeça não está comigo, nem o tédio ou qualquer outra coisa. Mas ontem eu esqueci que o dia tem 24 horas e tudo pode acontecer.

Minha manhã foi linda, minha tarde mais ou menos, mas a minha noite foi horrível e eu pensei que nunca iria conseguir dormir. O dia de hoje é chamado presente, e é nosso dever aproveitá-lo. Mas, às vezes, o presente vem com defeito e você só descobre isso depois de ter brincado com ele várias vezes e a garantia já se acabou.

O que eu posso dizer aqui? Eu não sei. Porque palavras não fazem jus a sentimento nenhum.

Ontem eu olhei para trás e vi o meu passado. E não foi nada legal. Todo mundo diz que levar um “não” faz crescer. Mas e quando a vida SÓ te dá “não”, o que você faz? Foi mais ou menos o que aconteceu. De repente, todos os “não” que a vida me deu, apareceram na minha frente para zombar de mim, me mostrando que, de vencedora eu não tenho nada. Ontem, foi a minha gota d’água, que fez todo o meu copo derramar. Eu não consegui acreditar no que os meus olhos estavam vendo, e a minha mente lembrando. Mas era o passado, e ele, a gente não pode negar.

Me diga o que fazer, quando todos os seus sonhos vão para o ralo. Me diga o que fazer, quando a única palavra que a vida te dá é “não”. O que fazer quando você já não tem mais forças para sonhar, porque eles tem todas as chances de não se realizarem. Me diga alguma coisa que me dê forças para continuar.

Tantas, quantas oportunidades você teve na sua vida e não aproveitou, enquanto eu estou aqui, querendo que pelo menos uma porta se abra pra mim, mas parece que ela está emperrada.

Dizer “nunca pare de sonhar” é fácil. Mas, e se os seus sonhos não se realizam, como não parar?

Mel.

Melancolia é um termo que não me define, mas define o que eu escrevo. Quando estou feliz, eu expresso essa minha euforia incontrolável com as pessoas ao meu redor. Mas quando estou naqueles dias em que tudo está cinza e que aquela dor de cabeça não deixa você ler nem o que está escrito no outdoor, eu me pego escrevendo coisas. Eu nunca tinha realmente percebido, mas tinha parado pra prestar atenção. Coloquei isso num termo, bem resumido, hoje. Conversando com um amigo que me disse que, da próxima vez, gostaria que minha inspiração fosse a felicidade.

Primeiro, quero deixar claro que eu sou uma pessoa feliz. Mas, feliz ao meu jeito. Não saio por aí sorrindo e achando que o mundo é cor-de-rosa. Admiro quem tem esse estilo de vida, mas não combina comigo. Tenho problemas, dias cinzas, discussões e raivas, mas eu sou feliz. Antes, não, não era. Só que quando estamos felizes, nós temos o pequeno defeito de mascarar as situações. Não sei se dá pra explicar, mas é pelo menos assim, que eu enxergo. Tudo fica amarelo e brilhoso demais (sim, eu acho que a cor da felicidade é amarelo) e tudo passa um pouco despercebido. De repente, até aquele rasgo enorme no seu vestido predileto não passa de um rasguinho normal. Estou falando de quando a felicidade está tão grande que beira a euforia exagerada. Tudo fica muito sorriso e escrever fica quase impossível.

Melancolia é diferente. Não estou falando daquelas pessoas que tem uma nuvem de tempestade acima da cabeça. Nem daquela raiva do mundo. É da melancolia em si, se é que isso pode ser descrito assim. Nostalgia daqueles momentos brilhosos ou de momentos escuros. Não sei se é só pra mim, mas nostalgia me dá melancolia. E uma melancolia daquelas! Não sou uma pessoa melancólica, mas gosto de escrever assim. O texto ganha um ar mais sério, mais profundo. Se fosse pra escrever e as pessoas levarem na brincadeira, bem, eu faria piadas. Minhas palavras tem que ser sérias e gosto quando as pessoas levam-nas a sério. São os meus sentimentos e pontos de vista. A melancolia nos faz ver a realidade das coisas, de forma exagerada (eu sei), mas é só saber trabalhar. Acho que melancolia é mais fácil de passar pro papel do que a felicidade. Afinal, a felicidade não merece ser colocada em palavras e sim, compartilhada. Porque, de melancólicos, o mundo está cheio.

P.S.: Pela quantidade de vezes que foi citada, dá pra perceber que eu gosto da palavra melancolia.

P.S.2: Até as minhas fotos preferidas são as que tem um ar melancólico.

Insegurança imatura.

Toda menina que usa internet, vê aqueles blogs super famosos e lindos e sempre almeja ter um. Comigo, é diferente e é igual. Igual porque eu realmente gostaria que todos lessem o que eu escrevo e entendessem o que se passa dentro de mim. Entender um pouco do que passa dentro da cabeça daquela menina falante e sem postura. Às vezes me sinto como se estivesse falando sozinha, dizendo meus segredos pra mim. Segredos que continuam sendo segredos, enfim. Mas então, eu começo a pensar diferente. Aqui existem os meus segredos, as coisas que eu não consigo falar pra ninguém, então como eu poderia jogá-los ao vento e deixar que qualquer um leia? É como se um estranho entrasse no seu quarto e te flagrasse conversando com o seu ursinho de pelúcia. Olhar pras pessoas e saber que ela lê o seu blog, e que aquele desabafo, ela leu. Minha vontade de espalhar isso aqui pro mundo é uma tentativa de ser útil pra alguém. Mostrar pra alguém que eu me importo, e que eu tenho sentimentos. Eu deveria me permitir abrir um pouco, ser mais liberta das minhas próprias cadeias, dos meus próprios limites. Mas eu não sou madura o suficiente pra me encarar no espelho. Pra mostrar pro mundo quem eu sou, apenas pra um grupo seleto. Eu espero que um dia, os meus amigos leiam e o meu blog seja algum refúgio pra alguém. Por enquanto, eu vou falando sozinha, contando os meus segredos pra mim.

Mania de perseguição.

Existe muitas novas invenções pra justificar certos atos humanos. Uma dessas é a tal da “mania de perseguição”. É uma desculpa esfarrapada que inventaram pra justificar a nossa mania de achar que todas as indiretas são pra nós, que todas as risadas são por sua causa e que aquele olhar torto foi por culpa sua. Não posso negar pra ninguém. Eu tenho mania de perseguição, com determinadas pessoas. Principalmente com mulheres. Não sei se é loucura da minha cabeça, mas sinceramente, mulher é criatura perigosa. E tentar entender uma, é pedir pra morrer. Faz um tempo que eu tive uma amizade meio complicada, e esta me rendeu um balde de lágrimas e um punhado de traumas. Ter que desvendar o que se passa na cabeça de alguém, de uma mulher e de uma amiga é fogo! Mas eu me submeti a essa missão. E hoje, eu não posso nem receber um olhar acabrunhado que já acho que fiz uma besteira e vou pra casa me martirizando. Essa é a grande verdade. Tenho um problema horrível de martírio. Já tentei várias vezes me livrar dele, mas sabe como é, mania ruim não larga fácil. Sou do tipo que se me derem um chicote, eu meto nas costas. Alguns dizem que isso é frescura, outros dizem que é porque eu gosto de sofrer, mas não é nenhum, nem outro. Como já falei, minhas amizades me renderam um punhado de traumas. Traumas meus para mim, entende? Eu me arrependo muito de muita coisa, e é tentando mostrar pra alguém que eu estou realmente arrependida que eu acabo metendo o chicote. Como sempre, meu texto não tem um final. Acho que é só mais um segredo que eu falo. Grande coisa. Sabe, é mania. Mania de achar que tudo o que eu tenho pra dizer é importante demais.