Oh darling!

Oh darling! Eu conheço sua dor. Você não é

tão invisível quanto pensa. Eu conheço sua dor.

As marcas que você carrega

te destacam na multidão.

Você é especial, só não quer admitir.

Não mude sua personalidade, não force

ser outra pessoa por causa dos outros lá fora.

Eu sei o que você pensa quando coloca a cabeça no travesseiro.

Você tenta sonhar com o paraíso,

mas as cobranças encobrem seus sonhos.

Oh darling, eu já passei por isso.

Eu sonhava com um paraíso que

me parecia inalcançável…

Eu não conseguia dormir por causa dos problemas,

por causa dos meus erros.

Sempre há alguém para nos acusar, não é verdade?

Oh darling, quando estiver assim, faça uma oração,

my darling.

Concentre-se em sua oração.

Tudo ficará melhor, eu garanto.

Você confia em mim?

Faça uma oração, coloque seu coração

em suas palavras, e tudo ficará bem.

Faça uma oração sempre que não estiver bem

e quando estiver também.

E quando você perceber, você terá encontrado o paraíso.

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Inspiração: Meu professor de Química.

(Não sei qual é a faixa etária das pessoas que lêem isso aqui, se fazem ensino médio ou não, mas se não entender do que o texto se trata, vai no Google e pesquisa sobre efeito fotoelétrico.)

Quantas e tantas vezes sabemos que o nosso amanhã nos trará um grande desafio e isso ocupa nossa cabeça? Muitos dizem que o amanhã é um mistério, mas rotina e agenda são coisas previsíveis e, às vezes, inadiáveis.

Comigo, por exemplo, sei que amanhã estarei fazendo um simulado da prova da UFRN e este fato me tirou os nervos. A preocupação em relação ao meu desempenho fez com que minha voz ficasse extremamente irritante. Sou muito auto-crítica e me cobro mais do que deveria. Isso faz com que frustração seja uma redundância quando se fala de mim.

Aula de Química, o que se espera? Modelos atômicos. Mas o professor consegue dar uma lição de vida para mim usando efeito fotoelétrico. Ele é um daqueles professores que servem de psicólogos quando você está passando pela TPV (tensão pré-vestibular) e eu realmente estava precisando ouvir uma palavra de conforto nem que fosse no improviso na hora da aula. Então falei, disse que estava nervosa e com sua sabedoria acumulada, ele olhou e disse:

“Vai dar tudo certo, não fique nervosa. Você está se preparando pra isso. Não pense que não vai dar certo. É como no efeito fotoelétrico: os elétrons “pulam” de uma camada pra outra se a energia certa for aplicada. Se não for a energia correta, o elétron nem se move. A energia correta é a energia positiva. Pense positivo, isso vai te atrair coisas positivas. A partir de hoje, não pense mais em coisas negativas. Energia negativa te atrai coisas negativas e isso não é bom. Você é capaz, você está se preparando…”

Não lembro mais o que ele falou, mas a essência foi essa. Não foram exatamente essas palavras mas foi a intenção. Não manipulei nem alterei o real sentido da coisa.

“Assim como os elétrons precisam da energia certa para se movimentarem, é necessário a energia correta para que as coisas deem certo. Se não, ficaremos estacionados no mesmo lugar tendo a frustração como nossa órbita.”

De muros à sorrisos.

A vida seria mais simples se nós conseguíssemos nos enxergar do lado de fora. (Imaginem só que surpresa seria…) “Nossa, aquela sou eu? Como eu pareço ser antipática!” “Por isso que ninguém fala comigo, olha o jeito como eu olho pra eles!” E até comentários vaidosos surgiriam. (Não dá pra evitar, né?)

O problema, então, sumiria. O problema da falta de comunicação, este empecilho que evita que certas amizades (ou até certos relacionamentos!) nunca comecem. Você acha que está transparecendo uma ponte, mas na verdade, há muros em volta.

Prazer, tenho muros. Na verdade, muralhas da China ao meu redor. Sou uma das pessoas mais sisudas e mais repelentes que eu conheço. Embora nem sempre queira parecer assim. Tudo coopera. Do físico até o jeito de olhar. Tudo se soma e faz com que eu assuma uma antipatia superficial e até mesmo, inconsciente.

Existem dias em que tudo o que queremos é conversar com alguém que acabamos de conhecer (admitam!), e você dá todos os sinais possíveis de aproximação. Só não usa uma plaquinha “converse comigo” para não ficar tão óbvio… Mas a pessoa parece não te ver! (triste, mas verdade.) E agora?

Existem pessoas que se fingem de cegas e existem as outras que só não entendem sinais. Ou pessoas que são repelidas pelos muros invisíveis que nós mesmos criamos… Temos que levar em conta tudo isso.

Para aqueles que se fingem de cegos, ignore-os. Se fingem que não te enxergam, tampouco se importam com você. Mas, para os que não entendem sinais e os que vêem os muros (mesmo você construindo pontes): tome a iniciativa! Isso mesmo, se ele pode vir, porque você não pode ir? Nós precisamos uns dos outros. Abaixo ao individualismo!

Sorria, cumprimente, se aproxime, envolva-a na sua conversa… Dê o primeiro passo, dê o primeiro abraço. Um “bom dia”, um “tchau e bom feriado” às vezes são o começo de tudo.

Derrube os seus próprios muros. Você os construiu. 

Aviso de Segurança.

Esse texto é para aqueles que tem coração desavisado. Aquelas pessoas que vão andando, andando e de repente, o coração tropeça e você é capturado por um simples olhar. E aí, a desgraça foi feita. Segue-se um sorriso, um “Olá” meio acabrunhado e você segue sua caminhada, só que dessa vez, olhando para trás. Afinal, você quer saber aonde está indo aquela que te fez parar no meio do seu caminho.

Agora, você esqueceu aonde ia, o que ia fazer e o que está faltando na geladeira. Só resta voltar pra casa e pensar no que aconteceu… Os dias passam, as horas voam e o seu sorriso ocupa um lugar permanente. A vontade de estar junto é maior do que a distância. Vocês conversam, vocês flertam, vocês namoram. E tudo vai bem, até que…

Todas as relações tem um “até que…”, e a sua não vai ser diferente. Até que a distância vem e separa tudo, por exemplo. Você não acredita quando ouve a notícia de que será um mês de distância. E agora? O que faremos nós? É uma pergunta sem muita possibilidade de resposta.

E agora? Agora tome cuidado pra o seu coração não tropeçar de novo. Tome cuidado pra que, por causa da distância, ele não tropece quando você dobrar na esquina e o que é virar o que não é mais. O coração é mais torto do que você imagina. Não faz ideia! Não importa o quanto você esteja envolvida numa relação, tome cuidado com os tropeços do coração. Qualquer brecha pode ser fatal.

É por causa dessa falta de cuidado que se começam as brigas, as intrigas, as caras feias, as piadinhas e por aí vai… Não se cuidou, a brecha se abriu e agora, o sorriso dá lugar as lágrimas. Jorrarão muitas lágrimas e se dirão muitas palavras até que finalmente, seu coração perceba o que ele fez. Tenha paciência, os dois. Mas repreenda, mesmo assim. Pra não acontecer de novo.

Se for necessário, ande de cabeça baixa. Evite contato com as coisas que você sabe que podem fazer seu coração tropeçar. Quando seu coração quiser ir para a direita, ande pela esquerda. Ele quer tropeçar, e você é a responsável para que isso não aconteça.Torne-se uma pessoa vista como louca se isso for o necessário para a preservação daquilo que é e que deve continuar sendo.

Ponto de vista.

Eu poderia dizer que tenho um avô idoso, que está com depressão profunda, câncer de prostáta, infecção urinária, sondado, que toma muitos e muitos remédios e que não sai mais da cama. Ao invés disso, eu digo que meu avô tem 92 anos, fala, ouve, enxerga e tem uma lucidez melhor que a minha. Digo que, mesmo sendo semi-analfabeto, teve onze filhos e os criou de forma exemplar. Me impressiono com o fato de que ele estava vivo na Primeira Guerra Mundial e viveu na época de Lampião. Dizia eu, até um tempo atrás, que ele não tomava nenhum remédio e tinha a força e a vivacidade de um adulto. E que apesar de tudo, eu nunca esquecerei do sorriso dele ao conversar comigo, ou quando ele me sentava em seu colo e me contava histórias. E eu nunca vou esquecer do dia em que, eu estava deitada na cama e mesmo com toda a sua debilitação, ele mexeu nos meus cabelos, como um sinal que ainda lembrava e me amava.

Eu poderia dizer que a minha avó é semi-analfabeta, que sofre, que não tem mais liberdade por causa do meu avô, que fala errado e que está ficando esquecida e que tem atitudes um tanto quanto atrevidas demais. Ao invés disso, eu olho para ela e vejo alguém que, mesmo com todas as restrições da personalidade rabugenta do meu avô, deu a volta por cima e mesmo não se tornando uma andarilha ou dona de boutique, nunca deixou a personalidade morrer. Mesmo sendo ingênua demais, é uma pessoa simples de coração e que gosta de fazer os outros se sentirem bem. Que foi (e sempre será) uma mulher pra frente, de mente aberta e que sabe usar as palavras como quem tem cartas na manga. E que criou onze filhos com poucos recursos e muito amor.

Eu poderia dizer que minha mãe é deficiente, teve um câncer, é estressada, solitária, mente fechada, ranzinza e orgulhosa. Mas ela é uma vencedora que batalhou até o fim para viver. Que enfrentou o medo que sempre fez com que ela não se arriscasse e voltou a viver. Alguém que viu o seu primeiro namorado morrer e mesmo assim não se deixou abater. Que viu pessoas em que ela sempre confiou darem as costas e traí-la quando ela mais precisou e mesmo assim, não se deixou cair. Que nunca serviu de degrau para ninguém subir e que nunca deixou que ninguém apagasse sua estrela. Que, todo mês, do pouco faz muito e que dá o seu melhor para que todos se sintam bem. Que faz sua personalidade ser lembrada e que deixa claro quem é que tá mandando ali. E que, mesmo viúva, criou sua filha de maneira exemplar e que ensinou para ela o que era certo, o que era errado e o que era possível.

Eu poderia dizer que meu pai era um beberrão, um irracional que deixou minha mãe na pior. Que fez dívidas, que não pensava antes de agir, agia pelo impulso. Só que, para mim, meu pai era o meu exemplo. Era o homem da minha vida. Os olhos verdes que iluminavam a minha manhã. O sorriso mais lindo de todos. O dono da moto que me fazia sentir liberta. Que fazia de tudo para me fazer sorrir e que não me educou batendo. O meu professor de matemática particular, que me ensinou o que eram bombons e chocolate (rs). Que mesmo errando, me deu exemplo. Que sabia lidar com qualquer situação, e que fazia com que todos gostassem dele. Era o mestre na arte da invenção e nunca ficava por baixo. Não se deixava humilhar, mas não humilhava ninguém. Sempre ajudou e sempre foi responsável pelo que cativou.

Eu poderia dizer tantas coisas, tantas. Na vida, todo mundo tem problemas. Todo mundo tem uma barra para enfrentar todos os dias. A vida não é justa, e nunca vai ser. Mas se ela é boa ou ruim, é tudo uma questão de ponto de vista.

P.S.: Te amo, pai.

Feche a gaveta.

Tem coisa que me irrita, tem coisa que me incomoda. Tem coisa que me faz gritar alto, contar até mil (de trás pra frente) e que me faz perder o juízo. Existem aquelas coisas que me irritam, mas que me dão o que pensar.

Pare e pense em tudo que irrita você. Tudo, tudo mesmo. Se sentir um pouco de cólera ao pensar nisso, normal. Só não deixe isso sair do controle, não fique com raiva pra valer. Só reflita. Nós temos um calcanhar de Aquiles, não importa quem nós somos. De Gandhi a Osama, todo mundo tem um ponto fraco, uma coisa que te faz perder as estruturas. Não são os mesmos sintomas da irritação? Oh sim, são.

Uma coisa que me irrita muito é bater o meu cotovelo em algum lugar. Se você quiser me ver xingando, espere eu bater meu cotovelo em algum lugar. Dessa vez, eu o bati na gaveta do birô. Ela estava aberta, eu estava no computador e sempre, sempre que eu mexia o meu braço, lá estava a quina da gaveta dando uma alfinetada no meu ombro descoberto. Foi a primeira, foi a segunda, a terceira… Na quarta, eu me irritei e pronto, fiquei irritada.

Se você for uma pessoa esperta, vai me dizer pra fechar a gaveta ao invés de ficar irritada, certo? Totalmente certo. Ao invés de me irritar por estar batendo o cotovelo na gaveta, eu devo fechá-la e então, meu problema será solucionado. E foi isso que eu fiz. Me irritei e fechei a gaveta, simples como um miojo. E agora eu estou super alto astral.

Muitas explosões de raiva que nós temos se dá por gavetas que nós não fechamos. Sabe o que é fechar a gaveta? Quando sua mãe brigar com você por causa da toalha molhada na cama, não se irrite: feche a gaveta. Vá lá, pegue a toalha e estenda! Você acabou de fechar a gaveta que batia no seu cotovelo. Quando o seu professor brigar com você por causa da sua conversa, não se irrite e solte alguma piadinha: feche a gaveta. Pare de conversar ou se não, mude de lugar! Pronto, mais uma gaveta fechada. Feche as gavetas e sua irritação será guardada dentro dela.

Mas, não feche só as suas gavetas. Feche as gavetas dos outros. Se você acha que irrita alguém, que está machucando alguém, pare. Se você não gosta de bater o seu cotovelo na gaveta, porque eu gostaria?