Efeitos nostálgicos sem valor.

Faz quanto tempo mesmo? Uns dois anos que tudo aconteceu. Eu era uma boba apaixonada em oculto, ninguém sabia das minha falsas esperanças e projetos feitos na constância de uma nuvem. Meus amigos me davam conselhos, me diziam pra eu sair dessa. Eu sai, mas não de um jeito recomendável. Quantas vezes olhei para os céus desejando apenas um encontro casual contigo, só pra poder te ver, só pra poder transformar meu dia. A gente nunca sabe de quem vai gostar, não é mesmo?

Assim como o mundo, a vida dá voltas. E lá estava eu, sentada, distraída e ocupada quando de repente, citam seu nome. Fiquei constrangida por que sabia quem era enquanto todos ao meu redor não faziam a mínima ideia de quem era você. Para minha surpresa maior você está ficando com uma conhecida minha. Não esperava ter reagido do jeito que reagi. E me surpreendi com meu feito.

Quando anotei o seu nome e o dela, quando ouvi o seu nome nada me veio a cabeça, apenas que você era um conhecido meu e que estava ali, junto com uma conhecida minha. Nada anormal, para os outros. Pra mim, foi atípico e bem, vitorioso. Eu jamais imaginaria que um dia eu fosse reagir tão alheiamente à alguém que já me fez chorar em frente da tela de um desktop, alguém que me fez pedir aos céus para encontrar, alguém que me fez ver o quanto eu era uma bobinha apaixonada. Eu escrevi textos pra você! Eu sonhei com você! Haha, como isso é engraçado, caramba! A vida é uma caixinha de surpresas…

Não esperava de mim essa reação porque não lido bem com antigos amores. Esperava aquele choque, aquele frio na barriga, aquele medo de te ver, mas nada disso veio. Superei tão bem e meu coração está tão ocupado ultimamente que aquelas lembranças, aquela nostalgia, não tem mais nenhum valor sentimental. Apenas memórias.

Acabei de aprender que a gente supera qualquer romance, desde que se dê tempo ao tempo. Não importa o quanto seja grande o sentimento, um dia se supera. Eis aqui um exemplo.

P.S.: Não te menosprezo, isso aqui é apenas meu brado de vitória, de libertação. De amadurecimento diante do coração.

Eu Aprendi – Felipe Heiderich

1 – Eu Aprendi que se não começo com Deus o meu dia, não posso reclamar se alguma coisa dá errado;

2 – Eu Aprendi que tenho que cuidar do meu corpo só assim como cuido do meu espírito;

3 – Eu Aprendi que o coração pode nos enganar;

4 – E que “eu te amo” pode muitas vezes não significar nada em minutos;

5 – Eu Aprendi que o fato de eu estar zangado com Deus não significa que Ele esteja zangado comigo

6 – Eu Aprendi que sou amado por Deus, mesmo que eu não saiba ou não entenda;

7 – Eu Aprendi que um abraço pode te curar muito mais que muitos remédios;

8 – Eu Aprendi que não importa o quão irritado eu fique pela falta de tempo, ele continuará passando independente da minha inquietação;

9 – Eu Aprendi que estudar faz diferença sim;

10 – Eu Aprendi que sabedoria Deus dá, mas conhecimento eu tenho que buscar;

11 – Eu Aprendi que para existir um arco-íris no céu é necessário que a chuva atrapalhe o meu dia de sol

12 – Eu Aprendi que os dias de inverno são necessários para que eu valorize o verão;

13 – Eu Aprendi que não adianta disfarçar as rugas do rosto se elas continuam no coração;

14 – Eu Aprendi que a luz precisa brilhar muito mais quando tudo ao redor é escuridão;

15 – Eu Aprendi que algumas pessoas são geradas com o ventre, outras com o coração;

16 – Eu Aprendi que justificar os meus erros não é a melhor forma de aprender com eles;

17 – Eu Aprendi que a hora de recomeçar é sempre AGORA

18 – Eu Aprendi que pessoas vão embora e que algumas não gostam de perdoar e nem por isso eu preciso ir ou guardar rancor;

19 – Eu Aprendi que Deus cura, mesmo que Ele não me cure e que seu amor por mim não é menor por causa disso;

20 – Eu Aprendi que com a “carne” não se negocia, a carne se crucifica;

21 – Eu Aprendi que algumas pessoas se deixam corromper por dinheiro, fama ou glória, mas outras não e, por isso não posso julgá-las, pois não sei diferenciar seus corações;

22 – Eu Aprendi que quem trai não trai a outro e sim a si mesmo. Fidelidade é questão de caráter;

23 – Eu Aprendi que não posso me acostumar com o deserto, pois ele é lugar de passagem e não de habitação;

24 – Eu Aprendi que Deus pode não me livrar da fornalha de fogo, mas que Ele não me deixa sozinho lá.

25 – Eu Aprendi A maior barreira que enfrentamos e a de não acreditar que podemos

26 – Eu Aprendi que quem pra se valorizar precisa desvalorizar alguém, na verdade não entendeu o que realmente é precioso!

27 – Eu Aprendi que sonhar é o que nos define, mas o que nos caracteriza é o conjunto de atitudes decididas diante dos sonhos.

28 – Eu Aprendi que coragem não é a ausência do medo, mas sim a atitude de superação mediante o mesmo.

29 – Eu Aprendi que sou feliz por ter defeitos. Me aproxima da minha humanidade e me faz ser cada vez mais dependente de Cristo.

30 – Eu Aprendi que lágrimas são palavras ditas com a alma.

31 – Eu Aprendi quem não serve para servir, simplesmente não serve.

Fonte: Eu Escolhi Esperar

1/2.

“Que a força do medo que tenho/Não me impeça de ver o que anseio/Que a morte de tudo em que acredito/Não me tape os ouvidos e a boca/Porque metade de mim é o que eu grito/Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe/Seja linda ainda que tristeza/Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada/Mesmo que distante/Porque metade de mim é partida/Mas a outra metade é saudade.

(…)
Porque metade de mim é o que ouço/Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora/Se transforme na calma e na paz que eu mereço/Que essa tensão que me corrói por dentro/Seja um dia recompensada/Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso/Que eu me lembro ter dado na infância/Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria/Pra me fazer aquietar o espírito/E que o teu silêncio me fale cada vez mais/Porque metade de mim é abrigo/Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta/Mesmo que ela não saiba/E que ninguém a tente complicar/Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer/Porque metade de mim é platéia/E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada/Porque metade de mim é amor/E a outra metade também.”

Recomendo na voz de Oswaldo Montenegro:

Assumo meu erro!

E quem nunca cometeu um erro? Só essa semana acho que cometi uns dois. Dois graves. Porque erros pequenos a gente comete todos os dias. Quem assume que comete erros? Assumir que comete erros é quebrar o estereótipo de “perfeição” que a gente acaba criando pra nós e para os outros. Eu errei, erro e errarei. Você também, e você sabe disso.

O pior do erro é o sentimento de culpa que vem acompanhado, se você for uma pessoa normal. Aquela distração, mãos frias, cabeça pensando longe e a velha comparação de que ‘”eu sou pior do que todo mundo”.

Pensar desse jeito é o meu lema. A baixa autoestima é minha companhia e não há muito o que fazer. Mas, aos poucos, você vai aprendendo que todo mundo já cometeu erros piores que você. A diferença está em encará-los de frente e assumi-los. Pouco importa se fulano ou ciclano ficarão decepcionados. O pior é fingir que você não fez nada. Isso, amigo, é hipocrisia.

Desde ontem acordei tentando mostrar pra mim mesma que não sou tão horrível assim porque cometi um erro. Pelo menos, o assumo. Não o coloquei no mundo e sou uma mãe desnaturada. Cometi um erro ao qual estou disposta a assumir as consequências, sejam quais forem. Estou arrependida por tê-lo feito, mas quem manda nos impulsos? Ninguém. Nem adianta.

Coloquei a cabeça no travesseiro pedindo perdão e pensamentos invadiram a minha cabeça. Pensei que nenhuma outra pessoa de caráter erraria do jeito que fiz, mas depois percebi que meu erro se equipara a qualquer outro simplesmente porque veio da mesma fonte. Só envolvia assuntos mais sérios.

Quem nunca falou demais? Quem nunca deixou a língua falar antes da cabeça pensar? Só com quem nunca aconteceu isso pode dizer qualquer coisa sobre mim.

Soneto da separação – Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto

Silencioso e branco como a bruma

E das bocas unidas fez-se espuma

E das mãos espalmadas fez-se o

espanto.

De repente da calma fez-se o vento

Que dos olhos desfez a última chama

E da paixão fez-se o pressentimento

E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente

Fez-se triste o que se fez amante

E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante

Fez-se da vida uma aventura errante

De repente, não mais que de repente.