Insônia, insegurança, ilusão.

Em meio a um abraço maior do que eu, pela primeira vez, pude sentir todas as coisas sobre você que eu sonhava. Não sei bem o que, mas acho que como você me abraçaria, ou como tudo se encaixaria, como meu coração se encontraria com o seu lado direito… coisas assim, coisas melosas que me fazem parecer uma adolescente de doze anos, e não aquela pessoa madura ao qual você me descreve. Eu queria abraçar você, queria uma despedida. Foram dois meses, e eu não queria que tudo terminasse com uma conversa triste, a daquele dia. Eu não falei nada, não expressei, porque o que eu queria estava dando certo. Um abraço não simples, não rápido, não improvisado. Pensado e confortável, como manda o figurino. Queria outro abraço desses e todas as coisas que ele me proporcionou e a certeza de todas as outras coisas que eu já te falei. Uma insônia provocada, suspiros ao bater da porta e uma imensa felicidade e sentimento que transbordou em minha oração. Efeitos colaterais latentes seus sobre mim.

Aquilo foi um “adoro você”? Não sei, o meu ouvido não é tão absoluto assim, mas só em ouvir você falar sobre mim, eu tenho certeza de que não foi algo ruim. Num piscar de olhos, eu vi os dois meses na minha frente, passando como filme na projeção de minha íris, como foi bom, como foi triste. Eu chego a pensar que o meu sonho estava me contando o fim dessa noite, só que faltaram alguns detalhes, mas nada que tirasse a essência. Foi como se tudo não tivesse tido um fim, como se aquela conversa não tivesse sido conversada e nós estamos bem.

Não sei o que está passando na sua cabeça agora, às 23:46 da noite de domingo, ou se você está dormindo, mas espero eu que isso não tenha passado batido pra você. Se tiver, que droga! Vou sofrer, vou chorar e me perguntar porque fui tão tola ao ponto de não conseguir dormir por sua causa, e porque escrevi dois textos pra você… Desejo agora que não tenha passado batido, que isso tenha tido um significado e que você lembre de mim, mas paciência, as coisas da sua cabeça, só quem sabe é você.

Ao fechar os meus olhos agora, relembro a cena, lembro o meu sonho, e o coração bate; não queria sair dali, não queria deixar você, nem ir embora. Se eu disser (achar) que pra você significou alguma coisa, ou que você também sentiu algo, estarei eu mentindo ou devaneando? Por favor, me responda. Não quero mentir pra mim mesma mais uma vez. Não me engane. Não sei mais o que escrever, descrever é impossível. Sentimentos não são descritos tão facilmente assim, não para quem vos fala. Acho que estou ficando meio doida, ou estou sentimental: o que acaba dando no mesmo. Vou sentir falta de tudo isso se tudo mudar, acredite. O que eu tive vontade de fazer? Bem, noutro dia eu te falo, não consigo descrever atitudes. Agora, eu vou deitar-me, amanhã minha vida recomeça. Dormir não, porque eu tenho o que pensar ainda. Uma coisa eu te digo: tudo aquilo que você me disse hoje, eu levarei a sério.

P.S.: O que eu disse naquela mensagem, naquela cheia de informações aleatórias, pode sim, ser um pouco de verdade.

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