Poucos? Bons!

Sempre fui solitária e sozinha. Me calei sobre coisas da minha vida durante muito tempo, deixei sentimentos serem esquecidos e sempre evitei conversas profundas sobre mim. Tranquei minha vida com um cadeado barato, daqueles que a chave enferruja depois de um tempo. Fiquei assim, só e calada, por muito tempo. E isso me fez ver algumas verdades doloridas.

Não tenho muitos amigos. Acho que posso contar nos dedos os que são realmente verdadeiros. Existem aqueles que você considera e eles não e tem os contrários, que te consideram e você, não. Na vida, houveram momentos em que eu não soube lidar com a situação e acabei por estragar tudo. Isso fez com que eu perdesse uns cinco ou seis amigos, e mais uns quatro de consideração. Se me dói falar disso? Dói, mas é a verdade. Com isso, eu tive que aprender que nem todo mundo é de ferro, e que eu precisava tratar melhor as pessoas. Cresci, mas foi pouco. Durante o meu crescimento, perdi mais uns três a quatro. Mas perdi, eu, não a vida que me tirou. Fiz coisas erradas e tudo foi consequência. Por errar tanto, acabei por me impor a lei dos poucos amigos. E sinceramente, é o que deveríamos fazer.

Não sou do tipo de pessoa popular, carismática e querida. Isso eu deixo para os meus amigos. Fico à sombra, detesto ser notada ou ser assunto da conversa. Não gosto de atenção, sou cinza. Não tenho inúmeros comentários nas minhas fotos nas redes sociais em que interajo e meu telefone passa um dois dias sem receber ligações que não seja da minha mãe, normal. Não recebo muitos convites para festas e também não acho que deva. Sei muito bem aonde eu sou bem-vinda.

Olhando para os amigos que perdi e vendo a vida deles hoje, penso que foi melhor assim. Não sou o melhor tipo de pessoa do mundo e bem, verdade seja dita, não sei fazer felicidade. Mas uma coisa é certa, quem está comigo me ama.

Com esse meio jeito turrão e rude de ser, você acaba por peneirar as pessoas ao seu redor. Existem as que chegam e vão embora porque não te aguentam, outras que vão porque você perde e tem as que ficam. Aquelas que estão dispostas a entender você e aguentar os seus comentários sarcásticos. Essas pessoas, elas tem seu espaço na minha vida.

Atualmente, eu tenho tido a oportundidade de começar a minha vida em todos os aspectos. No quesito amizade, não preciso comentar. Encontrei pessoas de todos os jeitos e cores que gostam de mim e me respeitam e não querem que eu mude (só quando eu erro, porque né). Essas pessoas não me deixam comentários, não me ligam todos os dias e não me fazem ser top top na balada. Mas elas foram pessoas que não quiseram saber do meu passado, que nunca me perguntaram o porquê de eu ter errado tanto. Essas pessoas me querem no presente e não no passado. Elas foram as únicas que se dispuseram a passar pelo ácido de bateria que existe ao meu redor, mesmo sabendo que isso seria mortal.

Depois de tudo isso, de todas essas provas, eu concluo: do que adianta ter celular tocando toda hora, se no momento em que você precisa, ninguém está lá?

P.S.: Quando você apenas mudar o tom de voz e alguém perceber, chame esse pra tomar um café. Ele pode ser o que se importa.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s