Minhas palavras.

Eu sempre tive um problema. Mais de um na verdade, mas esse é comprovado cientificamente, enquanto os outros são apenas deduções de uma mente desocupada. Quando eu coloco algo em palavras, geralmente, elas perdem certo valor. Perdem sua veracidade. Existem coisas que eu não gosto de falar, porque depois, se torna uma coisa totalmente obsoleta e no outro dia, apenas palavras jogadas ao vento. Eu sou inconstante, isso é fato. Então, eu sou um dia flor-da-pele, outro dia, eu sou sem-sal. E assim eu vou indo. É um grande defeito, mas é a realidade que eu não consigo mudar. “Eu te amo”, “Você é meu melhor amigo(a)” são coisas que eu não gosto de falar, só de transparecer. Existem coisas que não precisam serem ditas, para serem entendidas. E isso é algo em que eu acredito piamente. Falar pra você “eu te amo” ou “você é meu melhor amigo” é algo que eu faço, mas gosto de fazer em dias de loucura. Nos dias que tudo está sendo falado e eu não controlo muito os meus pensamentos. Mas depois, sempre vem as consequências. Colocar sentimentos e verdades em palavras, pra mim, fazem com que tudo fique sério demais e que tudo receba um título. E eu não gosto disso. De me sentir presa, principalmente à palavras. Existem coisas minhas, sinceras declarações, que eu direi. Existem outras em que você vai descobrir através de um abraço, carinho ou uma mensagem ambígua numa madrugada qualquer. Palavras sérias não são meu forte. Entenda o que você é pra mim através do que eu faço, do que eu conto e não do título que eu te dei.

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