Tem dia.

Todo mundo tem um dia. Não data, um dia. Dia mesmo, aquele de 24 horas. Dias que você acorda e tudo ao seu redor está sorrindo. Dia de faxineira, dia de babá, dia de carinho, dia de carência, dia de atenção e dias que você não sabe quem você é. E tem também aqueles dias que parecem que a cada hora, o dia nasceu de novo. São dias longos, modorrentos, que você acha que nunca vão acabar. Nesses dias, você nota a bagunça do seu quarto, o óleo do seu cabelo, a unha mal feita e o quanto o seu ursinho de pelúcia está sujo. Em dias como esse, você nota o quanto a vizinha canta alto e quanto tossir é uma coisa chata. Em dias assim, todas as músicas são lentas, chatas e bregas. Nenhum amigo serve, nenhum entenderá o que você está sentindo. É em um dia assim, que eu tentei resgatar este lugar. Que eu tentei juntar os meus neurônios e escrever sobre mim. Muitos textos me vieram na memória. Muitas ideias, muitos pensamentos. Mas, assim como o dia, a inspiração já foi embora. Um dos meus problemas: sou imediatista. Vem e vai, vai e volta. Sempre assim. Assim como o meu peso, minhas ideias de mudar o mundo são regidas pelo efeito sanfona. Hoje eu quero, amanhã não quero mais. Relacionamentos, frases, textos, problemas e carinhos. Queria, pelo menos um dia, estacionar em um lugar.

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