Ir e vir, infinito.

Como a maioria das pessoas (ou minoria, tanto faz), eu não passei o feriado em casa. Eu e minha mãe fomos pra Tibau. Para Tibau, somente. Nem venham até a mim dizendo: “Ah, foi pra praia”, eu irei dizer que a sua construção frasal está errada. Eu não fui à praia, nenhum dia sequer. Passei três dias dentro do quarto, com meu computador, jogando e assistindo seriados. Se você olhar pra mim não irá ver nenhum bronze ou marquinha de biquini, só a minha velha marca de camiseta, de caminhoneiro. Mas o fato é que hoje, diferente dos outros dias, eu fui. Não bateu a rebeldia em mim, na verdade, eu queria ir. Não, não queria, mas eu fui mesmo assim. Mudei minha roupa várias vezes, afinal, quando você não quer algo, tudo coopera pra que você não faça, pelo menos hoje isso aconteceu comigo. Coloquei um vestido mesmo. O sol estava o mesmo e a estrela estava lá, do mesmo jeito que eu o deixei da última vez que eu fui lá. Na verdade, estava mais calmo. Eu caminhei, fui até lá, eu queria ver de perto o meu velho companheiro de reflexões. Eu fui à praia somente hoje com uma intenção, a intenção de que ele levasse embora todos os meus problemas, o meu mau humor, eu queria que ele levasse embora as minhas mazelas, meus erros. Litlle girl. Hoje, com essa minha caminhada até o mar, eu aprendi duas coisas: o mar é que nem o tempo, ele não para por você. Você pode estar cheio de problemas, querendo encontrar soluções, jogar tudo pra Iemanjá, mas ele não vai parar por isso. Na verdade, seus probleminhas são na verdades, mínimos probleminhas. Olhe praquela imensidão, aquela massa de água enorme, horizontal, imponente, capaz de confundir todos com suas rotas, marés e luas. Você realmente acha que ele liga? E outra, ele vai continuar ali. Fazendo o trabalho dele, servindo de abrigo e de morada pra várias espécies que realmente precisam dele. O mar não vai levar embora seus problemas, seus erros, suas mazelas, aquela dor de cabeça ou dor de dente que não passa. Ninguém e/ou nada vai fazer isso por você. Você tem que se livrar dos erros, seus problemas, sua dor de cabeça. Tome uma aspirina, vá a um dentista, encare os problemas de frente, peça perdão quando errar, mas não peça pro mar levar embora, porque quando você olhar pra trás, você vai ver pessoas, carros, barracas, casas e vai ver o mundo real e você vai ver que tudo continua ali, que sua vida ainda está ali. Seja você a pessoa a se livrar dos erros, suas dores de cabeça e etc, deixe o mar fazer o seu ir e vir infinito, vai e volta, vai e volta, vai e volta, infinito.

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